Tanto já se falou sobre novembro.
Mas na memória só ficou o que vem com o vento.
Dias de aventura e cor.
Desde que voltei a ter novembros pra comemorar,
Não mais parti.
Fico aqui a olhar o Mar.
E o sol sempre em sua reverência num fim de tarde, sonhos enfileirados na mureta.
E todo dia revisito novembros.
Becos, ruas, rostos, árvores, chuva todo tempo...
E como sou feliz na chuva.
Pingos no rosto libertam a cura.
É como mergulhar.
Mas nada é como o Mar.
E volto ao mar.
Pra surfar, molhar os pés, correr das ondas, ou só pra olhar.
Sentar na areia e rezar.
Agradecer, revigorar.
É que Deus é bom pra mim.
Depois de correr pelo mundo, eu sempre pude voltar.
E sempre me apaixono de novo.
E olho ainda mais de perto.
Não preciso mais fechar os olhos e imaginar.
Estão aqui. Céu, montanha, Mar e gente feliz.
Gente que tem muito mais pra ser feliz.
E sabe disso.
Por isso sorri.
Faz piada. Puxa conversa na rua.
Comemora o dia. A vida. O gol. Mesmo sem data.
E com raça. Nos dias difíceis, reclama, mas ama assim mesmo.
E é como família.
De fora ninguém fala mal.
Não pode.
É pecado mortal.
Pecado pior seria não ter mais novembros pra comemorar.