É dolorido, triste e muito desgastante ver o amor que morre.
Nem se transforma, nem nada.
Num dia se declara amor eterno.
No outro, movido pelo medo e pelo
sentimento de autopreservação,
se toma decisões que podem prejudicar o
outro.
É dor, refluxo de sensações e sentimentos.
Tudo o que se sonhou um dia, vira lágrima, ressentimento e medo.
Tudo o que se sonhou junto.
Os risos que se mesclaram.
O prazer indefinido. E imensurável.
Tudo dói. Lembrar dói. Chorar dói. A falta dói. E saber que não tem
volta dói.
Pois o outro não é o que imaginamos. Dissimula até quando
ouve. É falso. Atenção corrompida.
Tomei a decisão certa para me proteger. Mas isso também dói.
Porque aquele que ainda não deixamos de amar vai sofrer.
Isso não me enriquece. Não me fortalece. Não me representa. Mas me
protege.
De que, meu Deus? De uma insanidade que não previ, do engano de
acreditar, da esperança de recomeçar.
Viver dói. Da dor do que não vou ter.
Nunca mais reviver. Nunca mais ver renascer. Acordar e sorrir.
Vida que segue. Acabando.