11/10/2013

SoBrE AcaBar

É dolorido, triste e muito desgastante ver o amor que morre.
Nem se transforma, nem nada.
Num dia se declara amor eterno.
No outro, movido pelo medo e pelo sentimento de autopreservação,
se toma decisões que podem prejudicar o outro.
É dor, refluxo de sensações e sentimentos.
Tudo o que se sonhou um dia, vira lágrima, ressentimento e medo.
Tudo o que se sonhou junto.
Os risos que se mesclaram.
O prazer indefinido. E imensurável.
Tudo dói. Lembrar dói. Chorar dói. A falta dói. E saber que não tem volta dói.
Pois o outro não é o que imaginamos. Dissimula até quando ouve. É falso. Atenção corrompida.
Tomei a decisão certa para me proteger. Mas isso também dói.
Porque aquele que ainda não deixamos de amar vai sofrer.
Isso não me enriquece. Não me fortalece. Não me representa. Mas me protege.
De que, meu Deus? De uma insanidade que não previ, do engano de acreditar, da esperança de recomeçar.
Viver dói. Da dor do que não vou ter.
Nunca mais reviver. Nunca mais ver renascer. Acordar e sorrir.
Vida que segue. Acabando.